Home Data de criação : 08/12/08 Última atualização : 09/04/07 18:41 / 13 Artigos publicados
 

NÔMADE OU HOMEM INFAME  (SABER/PODER/SUJEITO NO CAMPO DA ED. E SAÚDE MENTAL) escrito em quarta 10 dezembro 2008 17:38

Todo poder tem como última instância o corpo. O poder não se localiza no sujeito ou em algum lugar, mas se dá por diferença de potencial. Desta forma estamos sempre em uma das extremidades, ou exercendo o poder ou sendo subjulgado por ele. Nesta luta de forças as vezes somos capturados e embarcamos em um processo de subjetivação demarcado por forças de modulação da sociedade de controle tornando-nos "homem infame", conceito utilizado por Foucault para designar o homem que é capturado e controlado pelo poder ; outras vezes somos "nômades" deixando-nos levar aqui e ali por linhas de fuga em um movimento continuo de   desterritorialização e territorialização, construindo  assim, novos territórios existências e conseqüentemente produzindo novas formas de viver e conviver, singularizando, transpondo o saber e o poder. Desta forma ser nômade implica em querer ser artista, produzir o novo, criar.

Referência:
DELEUZE,G. (1992). Conversações: O Retrato de Foucault. São Paulo: Editora 34, p. 127-147

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BIOPOLÍTICA  (SABER/PODER/SUJEITO NO CAMPO DA ED. E SAÚDE MENTAL) escrito em quinta 11 dezembro 2008 19:02

O poder assume várias formas e apresenta novos métodos e estratégias a medida que gera resistência,  emanando  tentáculos, com o intutito de não deixar escapar nada do  seu controle. Sendo assim, na sociedade absolutista tinha o poder do soberano, onde o sua vontade era lei, na sociedade moderna o controle era exercido por espaços de confinamento disciplinadores como a escola, a prisão, o hospícios, a fábrica.  Estes espaços normatizadores tinham como meta a disciplinarização do corpo e como método a modelagem de acordo com padrões pré-estabelecidos. Hoje na era da globalização os espaços fechados deram passagem a espaços abertos onde o controle dá-se por modulação  constante; surgem novos métodos e estratégias  que tem no marketing  um aliado poderoso. E vendido a falsa idéia de uma formação continuada, dando a sensação de não estar pronta para o enfrentamento do presente, adiando à vida para o futuro, ao mesmo tempo que procura-se estabelecer uma pseudo  lineariedade nas relações de trabalho, onde as metas de produção, e a avaliação constante e contítua assumem seu papel de controle.

Referência:
DELEUZE, G. ; GUATTARI, F. Dossiê: Consciência do Mundo. Margem, São Paulo, Nº 16,
p. 91-106, Dez. 2002. Retirado em Nov. 2008 de http://www.pucsp.br/margem/pdf/m16gd.pdf ;
Disciplina: Educação, Políticas Públicas e Saúde Mental;
Vértice: Políticas Públicas;
Aula: Profº Ricardo Burg Ceccim, em 18/11/2008.

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SINGULARIZAÇÃO  (SABER/PODER/SUJEITO NO CAMPO DA ED. E SAÚDE MENTAL) escrito em domingo 14 dezembro 2008 16:54


Este vídeo mostra a singularização nas relações.


Referências:
http://br.youtube.com/watch?v=cl6Twx1i8DY

 

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EPITÁFIO  (EDUCAÇÃO EM SAÚDE MENTAL E ATENÇÃO PSICOSSOCIAL I) escrito em quinta 18 dezembro 2008 00:43

 

Epitáfio, música dos Titãs, nos faz refletir sobre a importância de estar aberta ao acaso, expondo-se, possibilitando o agenciamento e co-engendramento e consequentemente a novas produções de vida.


Referência:
http://br.youtube.com/watch?v=FSL67vgAoyY
Disciplina: Educação em Saúde Mental e Atenção Psicossocial I;
Vertice: Cidade; Aula: Profª Analice de Lima Palombini, em 04/12/2008;
Documentário: Paissagens Urbanas de Nelson B. Peixoto.

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A DOBRA  (SABER/PODER/SUJEITO NO CAMPO DA ED. E SAÚDE MENTAL) escrito em domingo 21 dezembro 2008 13:17

O pensamento toma forma no interstício do ver (visível) e do falar (enunciável) a partir de um de diagrama estratifcado e compactado de sedimentos de saber (forma), poder (regime de verdades) e si mesmo (subjetivação).
O pensamento produz-se na problematização e experimentação, logo do lado de fora do diagrama.
O fora causa afecção no lado de dentro, fazendo que o fora se invagine para dentro, formando uma dobra que afeta os estratos, causando movimento de integração e de compactação de novos sedimentos, desta forma o dentro e o fora se reconfiguram constituindo uma dinâmica de afecção mútua.
Segundo Deleuze, atualizar-se é, ao mesmo tempo, integrar-se e diferenciar-se. Assim, nesta dobra, zona de subjetivação, se configura nosso modo de sentir, desejar e ser, a partir do contato com o fora de si mesmo.

Referência:
DELEUZE,G. Foucault. São Paulo: Brasiliense,1991, p. 124-130. Retirado em dez. 2008, de
http://www.marketinghacker.com.br;
DELEUZE,G. Foucault.São Paulo: Brasiliense, 2005, p. 101-130;
KOLTAI, C. O Estrangeiro, São Paulo: Escuta, FAPESP, 1998, P. 61-75;
Disciplina: Saber, Poder e Sujeito no Campo da Educação e Saúde M
ental;
Vértice: Biopolítica, Cidade;
Aula: Profª Analice de Lima Palomini, em 20/11/2008 e Profº Ricardo  Burg Ceccim, em 11/12/2008.
Aula: Profª Simone Rickes, em 19/03/2009.
Imagem: Jaqueline Campos

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