Todo poder tem como última instância o corpo. O poder não se localiza no sujeito ou em algum lugar, mas se dá por diferença de potencial. Desta forma estamos sempre em uma das extremidades, ou exercendo o poder ou sendo subjulgado por ele. Nesta luta de forças as vezes somos capturados e embarcamos em um processo de subjetivação demarcado por forças de modulação da sociedade de controle tornando-nos "homem infame", conceito utilizado por Foucault para designar o homem que é capturado e controlado pelo poder ; outras vezes somos "nômades" deixando-nos levar aqui e ali por linhas de fuga em um movimento continuo de desterritorialização e territorialização, construindo assim, novos territórios existências e conseqüentemente produzindo novas formas de viver e conviver, singularizando, transpondo o saber e o poder. Desta forma ser nômade implica em querer ser artista, produzir o novo, criar.
Referência:
DELEUZE,G. (1992). Conversações: O Retrato de Foucault. São Paulo:
Editora 34, p. 127-147


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