A esquizofrenia se caracteriza pela dissociação, desordenação psíquica. Nesta linha de pensamento a de se esperar, que as expressões plásticas, dos indivíduos diagnósticados como esquizofrênicos, manifestem esta fragmentação. Só que juntamente com imagens fragmentadas, manifestavam-se outras com ordenação, até mesmo complexas, e forma circular. Estas imagens levou a Dra. Nise da Silveira, a enviá-las a Jung, em 1954.
Jung responde que estas formas representam que a psique pertubada, fragmentada, possui um potencial reorganizador e autocurativo que se configura sob a forma de imagens circulares denominadas mandala.
A palavra mandala em sânscrito significa círculo. Nas práticas religiosas e em psicologia referem-se a imagens circulares que são desenhadas, pintadas e dançadas. Como fenômeno psicológico aparecem em sonhos, em certas situações de conflito e em casos de esquizofrenia.
A mandala ocorre em situações de dissociação ou desordenação psíquica. Observa-se um "molde rigoroso imposto pela imagem circular, através da construção de um ponto central", com o qual todos os elementos vêm relacionar-se, ou "por uma arranjo concêntrico da multiplicidade desordenada de elementos contraditórios e irreconciliáveis, compensa a desordem e confusão do estado psíquico. Isto é evidentemente uma tentativa de autocura que não se origina de reflexão consciente mas de um impulso instintivo."
Referências:
Nice da Silveira - Vida e obra. Museu de imagens do
inconsciente. Retirado de:
http://www.ccs.saude.gov.br/nise_da_silveira/mandalas1.htm,
acesso em 29/07/2009.


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